O Bahrein intensificou a pressão diplomática no Conselho de Segurança da ONU para a adoção de uma resolução que garanta a proteção da navegação no Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. A iniciativa, articulada em conjunto com os Emirados Árabes Unidos, busca autorizar uma força internacional com mandato para assegurar a passagem de navios comerciais pela rota estratégica, considerada vital para o comércio global de energia. Segundo informações, a proposta inclui a possibilidade de uso de “todos os meios necessários” para garantir a segurança marítima, enquanto negociações seguem entre os membros do conselho, enfrentando possíveis resistências de países como Rússia e China.
A movimentação ocorre após o bloqueio efetivo do estreito pelo Irã, que tem provocado forte impacto nos mercados internacionais. A via marítima é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, e sua interrupção elevou significativamente os preços da energia, além de gerar temores de inflação global e desabastecimento. Diante desse cenário, diferentes países passaram a discutir a criação de mecanismos internacionais para proteger o fluxo comercial, enquanto ataques a embarcações e infraestruturas na região aumentam a tensão e agravam a crise.
Paralelamente, a ONU também avança em iniciativas para mitigar os efeitos da crise, incluindo a criação de uma força-tarefa voltada à proteção do comércio na região. A organização alerta que as interrupções no Estreito de Ormuz, intensificadas pela guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, podem desencadear consequências globais, como escassez de alimentos e crises humanitárias. Autoridades da ONU destacam a urgência de ações coordenadas entre os países-membros para evitar o agravamento da situação e garantir a estabilidade do fluxo comercial internacional.
