O ministro Cristiano Zanin, do STF, foi sorteado nesta quarta-feira (11) para relatar a ação que busca obrigar a Câmara a instalar uma CPI sobre fraudes no Banco Master. A escolha ocorreu depois que Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar o caso e deixou a relatoria do mandado de segurança. O sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.
No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que apura irregularidades no Master, após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que havia menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. Zanin, por sua vez, é sócio do resort Tayayá, no Paraná, que foi comprado por um fundo ligado ao Master e investigado pela PF.
O mandado de segurança foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que afirma que o requerimento da CPI já cumpriu todos os requisitos legais, com 201 assinaturas, ou seja, mais de um terço da Câmara. Segundo Rollemberg, o presidente da Casa, Hugo Motta, deixou de instalar a comissão, configurando omissão. A ação busca garantir que a CPI seja efetivamente criada e funcione dentro da legalidade prevista na Constituição.
