A eliminação da Itália das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026 desencadeou uma crise profunda no futebol do país e culminou em uma série de renúncias importantes na estrutura da Federação Italiana de Futebol (FIGC). Dois dias após a derrota nos playoffs para a Bósnia e Herzegovina, nos pênaltis, o presidente da entidade, Gabriele Gravina, deixou o cargo sob forte pressão política, de dirigentes e da opinião pública. A Azzurra, tetracampeã mundial, ficará fora do torneio pela terceira edição consecutiva, ampliando o cenário de desgaste institucional e esportivo que já vinha sendo alvo de críticas intensas.
Horas depois da saída de Gravina, o ex-goleiro Gianluigi Buffon também anunciou sua demissão do cargo de chefe da delegação da seleção italiana. Ídolo histórico e campeão do mundo em 2006, Buffon afirmou que a decisão foi um “ato de responsabilidade”, motivado pelo fracasso em alcançar o principal objetivo: recolocar a Itália em uma Copa do Mundo. Segundo ele, a escolha foi espontânea e surgiu imediatamente após o apito final da derrota, refletindo a frustração pelo resultado e a necessidade de renovação na liderança da equipe nacional.
A queda precoce nas Eliminatórias intensificou o debate sobre uma reformulação estrutural no futebol italiano, com autoridades e representantes esportivos defendendo mudanças profundas na gestão e no desenvolvimento do esporte no país. A FIGC já convocou uma assembleia extraordinária para o dia 22 de junho, quando será escolhido o novo presidente da entidade. Paralelamente, o futuro da comissão técnica também é incerto, em meio a especulações sobre possíveis substituições e a pressão por uma reconstrução completa após mais um fracasso histórico da seleção.
