Navios petroleiros passaram a evitar o Estreito de Ormuz após alertas emitidos pelo Irã em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Dados da empresa de análise Kpler indicam que diversas embarcações deram meia-volta, reduziram a velocidade ou buscaram rotas alternativas fora da região, considerada uma das mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A movimentação ocorreu após avisos de insegurança no local, levando operadores marítimos a reavaliar o risco de atravessar o estreito.
Segundo a análise, o tráfego na rota, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, registrou queda de cerca de 20% a 25% em poucas horas. Pelo menos quatro grandes petroleiros retornaram do Golfo Pérsico após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por retaliações iranianas. Juntas, essas embarcações transportavam aproximadamente 8 milhões de barris de petróleo, evidenciando o impacto imediato da crise sobre o fluxo energético global.
Autoridades marítimas também relataram comunicações de embarcações indicando um possível fechamento do estreito, embora a informação não tenha sido confirmada de forma independente. O órgão britânico de monitoramento marítimo destacou que, apesar dos alertas e do aumento do risco, os navios continuam autorizados a navegar em águas internacionais. Ainda assim, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos recomendou que embarcações evitem a região, enquanto a mídia estatal iraniana afirmou que não é seguro transitar pelo estreito diante da “atmosfera de insegurança” provocada pelo confronto militar.
