O governo da Alemanha afirmou nesta segunda-feira (16) que não vê a OTAN assumindo a responsabilidade pela segurança do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, antes de uma reunião de ministros da União Europeia em Bruxelas, em meio ao aumento das tensões na região.
A posição alemã surge após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir que a aliança militar ocidental poderia ter um papel mais ativo na proteção da passagem marítima, essencial para o transporte global de petróleo. Trump também alertou que a OTAN poderia enfrentar um “futuro muito ruim” caso os aliados não contribuam para garantir a navegação no local.
Apesar disso, Berlim reforçou que não considera apropriado envolver a OTAN diretamente na crise e defendeu outras medidas para lidar com a situação. Segundo Wadephul, o governo alemão apoia a adoção de sanções contra os responsáveis por eventuais bloqueios ou ataques na região, enquanto líderes europeus discutem alternativas para preservar a segurança da navegação no Golfo.
