Deputada se revolta e ameaça usar a Lei Maria da Penha contra Erika Hilton

Nayara Vieira
2 min de leitura
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP)/ (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados foi palco de um novo e acalorado embate na última quarta-feira (8). O conflito envolveu parlamentares da oposição e a presidente do colegiado, Erika Hilton (PSOL-SP), em torno de uma tentativa de aprovar uma moção de repúdio contra a eleição da deputada para o comando da comissão.

O grupo de oposição baseou suas críticas em postagens de Hilton nas redes sociais. Segundo as parlamentares, Erika teria ofendido as mulheres ao utilizar o termo “imbeCIS” para rebater ataques que recebe. A grafia, com destaque para a palavra “cis”, foi interpretada pelas congressistas como um ataque direto às mulheres cisgênero.

O clima de tensão atingiu o ápice quando a deputada Socorro Neri (PP-AC) confrontou a presidente da comissão. Durante a discussão, Neri fez uma declaração polêmica ao evocar a legislação de proteção à mulher em um contexto de disputa contra Hilton, que é uma mulher trans.

“A senhora grita e parece que vai partir para uma agressão. Se vier para cima de mim, para me enfrentar, vamos procurar a Lei Maria da Penha porque a senhora tem a força de um homem”, declarou Socorro Neri em meio ao plenário.

O episódio reflete a profunda polarização ideológica que tem travado os trabalhos do colegiado desde o início da atual gestão. Enquanto a oposição tenta deslegitimar a presidência de Hilton com base em pautas de costumes, a parlamentar do PSOL e seus aliados defendem que os ataques possuem caráter transfóbico e visam apenas obstruir as pautas de defesa dos direitos das mulheres.

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