Exclusivo: Tenente-coronel acusou advogado da família da PM Gisele de manipular provas

Nayara Vieira
3 min de leitura
Exclusivo Tenente-coronel acusou advogado da família da PM Gisele de manipular provas (Foto: Reprodução)

O caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou novos e alarmantes contornos com as recentes declarações do réu e a resposta contundente da assistência de acusação. Em entrevista exclusiva ao programa “X da Questão”, no canal do jornalista Paulo Mathias, o advogado José Miguel da Silva Júnior revelou que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, o atacou pessoalmente com acusações inverossímeis e nutre um sentimento de ódio contra sua figura.

As tensões escalaram após o oficial tentar justificar as marcas no pescoço de Gisele — atestadas por laudo necroscópico como sinais de agressão — alegando inicialmente que poderiam ser fruto do modo como a PM segurava a filha no colo. No entanto, o advogado revelou uma linha de defesa ainda mais agressiva por parte do tenente-coronel, que teria tentado imputar ao jurista a manipulação do cadáver no Instituto Médico Legal (IML).

“Ele chegou ao ponto de falar que eu fui até o IML e eu que fiz as marcas na Gisele. (…) Depois ele disse que este advogado foi até o IML no dia 19 e fez a marca no pescoço dela. Infelizmente, eu só conheci essa linda moça no caixão. Eu não tive contato com ela e ele acusa dessa forma”, desabafou José Miguel.

Para o advogado, as diferentes versões apresentadas pelo oficial — que ora culpava a brincadeira da criança, ora sugeria um autoatentado por parte de Gisele para incriminá-lo — demonstram um perfil dissimulado e perigoso. José Miguel destacou que, embora não tema represálias, o comportamento do réu acende um alerta sobre a segurança de todos os envolvidos no processo.

“Esse homem é um perigo para a família, para as testemunhas e para este advogado. Ele deixou bem claro que nutre ódio por mim. Não fui eu que matei a Gisele; quem matou foi ele, e que ele seja responsabilizado por isso. Quando ele fala que eu fui vilipendiar o corpo da Gisele, o restante das acusações não me incomoda. O que eu quero é encontrá-lo no tribunal”, afirmou.

As provas técnicas da Polícia Científica contradizem a narrativa do tenente-coronel. Dos 24 laudos realizados, os peritos concluíram que Gisele foi assassinada, movida do local original do ferimento e que o agressor estava atrás dela, segurando seu rosto enquanto disparava. A perícia aponta ainda que a arma foi colocada na mão da vítima para simular um suicídio, reforçando a tese de uma cena de crime forjada, agora somada às tentativas do réu de desacreditar o trabalho da acusação.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, está preso preventivamente desde o dia 18 de março de 2026. 

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