Michelle Bolsonaro deve apoiar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro somente após uma retratação pública do primogênito de Jair Bolsonaro, segundo aliados. A posição ocorre em meio a pressões internas do PL para que lideranças do partido façam gestos mais claros de apoio à pré-candidatura de Flávio, especialmente após mensagens de Eduardo Bolsonaro cobrando alinhamento.
Apesar de ter mais de 8 milhões de seguidores no Instagram e ser vista como uma ficha importante para eleitorado evangélico e feminino, Michelle não tem usado suas redes para impulsionar a candidatura de Flávio e nunca participou de atos políticos em sua defesa. Ela já defendeu outras candidaturas em suas redes, como a da deputada Carol de Toni, e compartilhou vídeos de aliados diversos, mesmo em meio ao atrito familiar.
O distanciamento entre Michelle e Flávio é marcado por episódios anteriores de ofensas, incluindo quando o senador a chamou de “autoritária” após ela criticar alianças do PL. Aliados buscam agora uma “boa conversa” para apaziguar a relação, na esperança de que um pedido de desculpas de Flávio — e possivelmente um reforço de Jair Bolsonaro — leve Michelle a apoiar oficialmente a campanha do filho.
