A expansão da gigante chinesa BYD no Brasil foi novamente incluída na “Lista Suja” do Trabalho Escravo, em atualização divulgada na última segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O caso é resultado de uma força-tarefa que resgatou 224 trabalhadores chineses durante as obras da fábrica em Camaçari, na Bahia. Sob a liderança de Alexandre Baldy, a empresa agora enfrenta o grave estigma de figurar no cadastro nacional de combate à exploração laboral.
A fiscalização do MTE foi rigorosa ao rejeitar o argumento da montadora de que os operários pertenciam a uma empresa terceirizada. Para os auditores, ficou estabelecido o vínculo empregatício direto, responsabilizando a BYD pelas condições encontradas no canteiro de obras.
O cenário descrito pelas autoridades é alarmante, envolvendo jornadas exaustivas de até 70 horas semanais e alojamentos degradantes. Relatos apontam que dezenas de pessoas dividiam um único banheiro e muitos funcionários dormiam no chão, sem acesso a colchões ou higiene básica.
Classificadas como análogas à escravidão, as condições ferem tanto a legislação brasileira quanto normas internacionais. Este novo revés na gestão de Alexandre Baldy coloca a BYD sob intensa pressão pública e complica os planos de consolidação da marca no mercado nacional.
