Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que, se dependesse exclusivamente de sua decisão, os EUA assumiriam o controle do petróleo do Irã. A declaração foi feita durante um evento no jardim da Casa Branca, na tradicional celebração de Páscoa, ao lado da primeira-dama, Melania Trump. Apesar da fala, o republicano ponderou que a população americana provavelmente não apoiaria uma medida desse tipo. “Se eu pudesse escolher, ficaria com o petróleo”, disse o presidente.
Trump também reforçou o ultimato dado ao Irã para que um acordo seja fechado até terça-feira (7), classificando o prazo como definitivo. Segundo ele, os iranianos apresentaram uma proposta considerada “significativa”, mas ainda insuficiente para atender às exigências dos Estados Unidos. Paralelamente, assessores de alto escalão do governo americano vêm conduzindo negociações indiretas com Teerã por meio do Paquistão, buscando um acordo que inclua a renúncia do Irã a armas nucleares e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
O contexto das declarações ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. A guerra teve início em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, autoridades iranianas de alto escalão também foram mortas, e os EUA afirmam ter destruído diversos alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea, aeronaves e embarcações. Enquanto isso, o Irã defende o fim definitivo do conflito, rejeitando propostas de cessar-fogo temporário.
