Estreito de Ormuz vira palco de embate verbal entre Irã e Trump

André Oliveira
2 min de leitura
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Flórida

As embaixadas do Irã ao redor do mundo reagiram com ironia e críticas públicas às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz. As manifestações ocorreram principalmente nas redes sociais, após o republicano ameaçar o país com ataques e exigir a reabertura da via marítima estratégica, utilizando inclusive linguagem agressiva e palavrões em suas publicações. Em uma das mensagens, Trump afirmou que o Irã deveria “abrir o maldito estreito” sob risco de sofrer graves consequências, estabelecendo ainda prazos específicos para a ação.

As respostas das representações diplomáticas iranianas vieram em tom sarcástico e crítico. A embaixada do Irã na África do Sul chegou a mencionar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA, sugerindo questionamentos sobre a aptidão do presidente para o cargo. Já a missão diplomática na Bulgária ironizou com um pedido para que Trump “respire fundo”, enquanto a embaixada na Áustria classificou o discurso como carregado de “grosserias” e “desespero”, além de alertar sobre o teor da retórica. No Reino Unido, a representação iraniana citou um provérbio para criticar o presidente, afirmando que suas declarações demonstrariam fraqueza, enquanto outros postos diplomáticos também condenaram o tom considerado inadequado.

Outras embaixadas reforçaram o tom de reprovação, apontando falta de decoro e criticando diretamente o uso de insultos. No Zimbábue, foram destacados exemplos de comportamento presidencial adequado, enquanto na Índia a mensagem foi ainda mais direta, comparando a atitude de Trump à de “crianças mimadas”. O episódio evidencia o aumento da tensão diplomática em meio à crise envolvendo o Estreito de Ormuz, com trocas públicas de acusações e declarações que ampliam o clima de confronto entre os dois países.

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