Com o encerramento dos principais prazos do calendário eleitoral, os partidos políticos intensificaram as articulações para a disputa presidencial de 2026. A janela partidária foi concluída na sexta-feira, seguida pelo prazo de desincompatibilização no sábado, etapa que exige o afastamento de cargos públicos para quem pretende concorrer. A partir desse cenário, as legendas avançam na definição de seus nomes, enquanto os pedidos de registro das candidaturas deverão ser formalizados junto à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Entre os principais pré-candidatos já confirmados ao Palácio do Planalto estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende disputar um quarto mandato após vitórias em 2002, 2006 e 2022; o senador Flávio Bolsonaro (PL), que lançou sua pré-candidatura com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro; e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), escolhido pelo partido após disputa interna. Também aparece na lista o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para se dedicar à corrida presidencial e defende, inicialmente, uma candidatura sem alianças.
Outros nomes completam o cenário até o momento, como Cabo Daciolo, que voltou a se lançar após disputar em 2018; Hertz Dias, pré-candidato pelo PSTU; Renan Santos, fundador do MBL, que concorre por um novo partido aprovado pelo TSE; Rui Costa Pimenta, presidente do PCO; e Samara Martins, da Unidade Popular, cuja campanha deve priorizar pautas sociais. A seis meses da eleição, o quadro ainda pode sofrer alterações, mas já indica a diversidade de candidaturas e estratégias em construção para a disputa presidencial.
