O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, é um dos principais nomes da direita europeia e está no poder há mais de uma década, tendo retornado ao cargo em 2010 após já ter governado o país entre 1998 e 2002. Líder do partido conservador Fidesz, ele consolidou um longo período de domínio político, com sucessivas vitórias eleitorais e forte influência sobre as instituições do país. Orbán também ganhou projeção internacional por defender o que chama de “democracia iliberal”, além de manter alinhamento ideológico com líderes como o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
O premiê enfrenta agora um cenário inédito: o risco de perder uma eleição nacional pela primeira vez em 16 anos. O desafio ocorre em meio a um ambiente político mais competitivo, com crescimento da oposição e desgaste interno do governo. A disputa eleitoral é considerada uma das mais importantes da Europa em 2026 e pode redefinir os rumos políticos da Hungria, colocando em xeque o modelo de governança construído por Orbán ao longo de seus mandatos.
Ainda que a possível derrota de Orbán representaria uma mudança significativa não apenas para a política húngara, mas também para o cenário internacional, já que o líder se tornou símbolo de uma corrente conservadora global. Ao longo dos anos, seu governo foi alvo de críticas por medidas que, segundo analistas, enfraqueceram instituições democráticas, como a imprensa e o Judiciário. Diante desse contexto, a eleição é vista como um teste decisivo para a continuidade ou não de seu projeto político no país.
