Pressão política e caso Epstein levam à demissão de Pam Bondi nos EUA

André Oliveira
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Procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, depõe em audiência do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados em 11 de fevereiro de 2026. — Foto: REUTERS/Kent Nishimura

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, foi demitida pelo presidente Donald Trump após uma série de desgastes políticos relacionados, principalmente, à condução das investigações sobre o caso Jeffrey Epstein. Segundo a reportagem, a decisão ocorreu em meio à crescente insatisfação dentro do governo e entre aliados do presidente, que criticavam a forma como o Departamento de Justiça lidou com os chamados “arquivos Epstein”, considerados um dos temas mais sensíveis da atual gestão.

De acordo com o texto, a atuação de Bondi no caso gerou forte repercussão negativa, incluindo críticas sobre a divulgação de documentos com trechos censurados e dúvidas sobre a transparência das informações. A situação se agravou após declarações controversas e a promessa de revelações que não se concretizaram, além de questionamentos sobre a existência de uma suposta lista de envolvidos. O episódio aumentou a pressão política, inclusive no Congresso, onde a procuradora chegou a ser alvo de investigações e intimações para prestar esclarecimentos.

A demissão também reflete a frustração de Trump com o desempenho geral de Bondi, incluindo a percepção de falta de agilidade em ações consideradas prioritárias pelo governo. O afastamento ocorre em um contexto mais amplo de mudanças na equipe, indicando uma possível reestruturação na condução do Departamento de Justiça. A saída da procuradora deve intensificar as repercussões políticas e jurídicas em torno do caso Epstein, que segue como um dos principais focos de controvérsia nos Estados Unidos.

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