Um relatório divulgado pela Casa Branca nesta última quarta-feira(01) voltou a colocar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos PIX no centro de críticas por parte do governo dos Estados Unidos. O documento aponta que o modelo, criado e regulado pelo Banco Central do Brasil, pode prejudicar empresas americanas do setor de pagamentos eletrônicos, especialmente gigantes como Visa e Mastercard. Segundo o relatório, há preocupações de stakeholders dos EUA de que o Banco Central brasileiro esteja favorecendo o PIX em detrimento de fornecedores estrangeiros.
O texto também destaca que o uso do PIX é obrigatório para instituições financeiras com mais de 500 mil contas, o que, na avaliação americana, pode ampliar ainda mais a vantagem competitiva do sistema nacional. Essa obrigatoriedade, somada à forte adesão da população brasileira ao meio de pagamento instantâneo, é vista como um fator que limita a atuação de empresas internacionais no mercado brasileiro. O relatório sugere que a regulação estatal do sistema pode criar um ambiente desigual para companhias estrangeiras que atuam no setor.
Essa não é a primeira vez que o PIX entra na mira do governo liderado por Donald Trump. Em julho de 2025, o sistema já havia sido citado como potencial risco para empresas americanas, dentro de um contexto mais amplo de críticas a serviços digitais e de pagamento eletrônico ligados ao Estado brasileiro. Embora o documento oficial da época não mencionasse o PIX diretamente, fazia referência a iniciativas governamentais no setor, reforçando a preocupação dos Estados Unidos com o avanço de soluções públicas que possam impactar a competitividade de empresas privadas internacionais.
