Austrália reage ao avanço das apostas e limita propaganda em rádio e TV

André Oliveira
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Foto reprodução

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de restrições à publicidade de apostas esportivas no país, em uma tentativa de conter os impactos sociais e financeiros associados aos jogos de azar. A decisão surge em meio a um cenário em que esse tipo de propaganda se tornou extremamente presente nas emissoras de rádio e televisão australianas, promovendo apostas em diversas modalidades esportivas, desde o surfe até corridas de cães. O governo busca, com as novas regras, reduzir a exposição da população a esse tipo de incentivo, especialmente em horários de maior audiência.

Entre as principais medidas anunciadas, está a limitação da veiculação de anúncios de apostas a, no máximo, três por hora no período entre 6h e 20h30. Além disso, as propagandas estarão proibidas durante transmissões esportivas ao vivo dentro dessa faixa de horário, o que representa uma mudança significativa na relação entre o esporte e a indústria de apostas. Outra determinação importante é a proibição de publicidade dessas empresas nos uniformes de equipes esportivas profissionais, medida que deve impactar diretamente os acordos de patrocínio e a visibilidade das marcas no cenário esportivo australiano.

As restrições vêm em resposta a dados preocupantes: os australianos acumulam cerca de 17 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 87 bilhões) em perdas anuais com jogos de azar, em um país com cerca de 27 milhões de habitantes. O montante elevado tem alimentado críticas e mobilizações de ativistas, que defendem uma proibição total da publicidade de apostas no país. Para esses grupos, as novas regras representam um avanço, mas ainda insuficiente diante dos danos sociais e econômicos associados ao vício em jogos.

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