A Polícia Militar do Distrito Federal notificou oficialmente o Supremo Tribunal Federal sobre a troca do carregador da tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada na madrugada do último domingo. O procedimento, que durou cerca de meia hora, foi conduzido pela policial penal Rita de Cássia Gaio — a mesma agente que atuou em um incidente anterior, quando Bolsonaro foi preso na Superintendência da PF após admitir ter tentado “soldar o equipamento”. Naquela ocasião, a defesa alegou que ele sofria de confusão mental causada por uma mistura de medicamentos, o que resultou na suspensão de sua prisão domiciliar por quatro meses.
A substituição do acessório ocorre nos primeiros dias do retorno de Bolsonaro ao regime domiciliar, concedido na última sexta-feira após sua alta hospitalar. Sob monitoramento contínuo, o ex-presidente agora segue uma rotina rigorosa de restrições de deslocamento e controle de visitas. Pelas normas vigentes, apenas Michelle Bolsonaro, sua filha Laura e sua enteada Letícia Firmo possuem livre acesso à residência por morarem no local, enquanto médicos e advogados podem entrar sem horários predeterminados para garantir a assistência necessária.
Para os demais familiares e visitantes, o STF estabeleceu janelas rígidas de acesso, permitidas apenas às quartas-feiras e aos sábados, entre 8h e 16h. Dentro desse cronograma, o vereador Carlos Bolsonaro esteve com o pai ontem para uma das visitas autorizadas. O comunicado enviado à Corte não detalhou o motivo técnico da troca do carregador, mas o registro é fundamental para assegurar que o ex-presidente está cumprindo a exigência judicial de manter o dispositivo de monitoramento em pleno funcionamento.
