O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (1º), que o governo federal, em conjunto com os Procons e a Polícia Federal, está intensificando a fiscalização sobre o preço do diesel em todo o país. Durante entrevista ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará, Lula declarou que a resistência de alguns setores em repassar a desoneração de tributos federais (PIS/Cofins) ao consumidor final poderá resultar em prisões. Segundo o petista, a gestão zerou essas alíquotas para garantir uma redução de R$ 0,32 por litro, mas criticou a manutenção de preços elevados.
Sobre a postura de agentes do mercado, o presidente foi enfático ao cobrar o cumprimento das medidas: “O que acontece é que como tem gente mal caráter nesse país, tem gente que mesmo recebendo para não aumentar, está aumentando. Nós estamos com a Polícia Federal, todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque nós vamos ter que colocar alguém na cadeia”, disse. Ele destacou que a intenção é blindar o mercado interno de impactos externos, citando nominalmente Donald Trump e Benjamin Netanyahu ao referir-se às tensões internacionais que influenciam o preço do petróleo.
Lula também aproveitou a oportunidade para diferenciar suas estratégias econômicas das adotadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a situação geopolítica atual é distinta e exige medidas próprias. Ele classificou o conflito no Irã como “desnecessário” e relembrou tentativas diplomáticas anteriores de mediação. O presidente encerrou reiterando que o foco total do governo no momento é o controle rigoroso da cadeia de distribuição para assegurar que as reduções de impostos cheguem, de fato, às bombas dos postos de combustíveis.
