Os Estados Unidos passaram a admitir internamente que podem encerrar a guerra contra o Irã sem garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo fontes ouvidas pela CNN. A mudança representa um recuo em relação à posição inicial da administração do presidente Donald Trump, que tratava a retomada da navegação no local como condição essencial para o fim do conflito. Agora, autoridades avaliam que essa exigência pode não ser viável dentro do cenário atual das negociações e das limitações operacionais enfrentadas no teatro de guerra.
De acordo com essas fontes, à medida que o governo se aproxima de um prazo autoimposto de quatro a seis semanas para encerrar a guerra, cresce o reconhecimento de que não será possível cumprir simultaneamente os objetivos militares e garantir a reabertura do estreito no mesmo período. Altos funcionários já admitem, em conversas reservadas, que os resultados esperados no campo militar não podem ser alcançados com a rapidez desejada, o que tem levado a Casa Branca a reavaliar suas prioridades estratégicas.
Nesse contexto, a reabertura do Estreito de Ormuz deixa de ser vista como pré-requisito obrigatório para um eventual acordo de paz, abrindo espaço para uma solução que priorize o fim das hostilidades mesmo sem a normalização imediata do tráfego marítimo na região. A avaliação reflete uma adaptação pragmática da estratégia americana diante das dificuldades no conflito, indicando que o encerramento da guerra pode ocorrer sem a resolução de um dos pontos mais sensíveis da crise no Golfo.
