Nikolas Ferreira e a primeira-dama Janja seguem trocando provocações na internet. Após a esposa do presidente Lula reagir a uma declaração do deputado federal por Minas Gerais, ele voltou a se manifestar nesta terça-feira (31) com uma nova publicação em tom de deboche. No post, o parlamentar afirmou que seu vídeo havia alcançado muito mais visualizações do que o da primeira-dama.
As provocações entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a primeira-dama Janja Lula da Silva ganharam um novo capítulo nesta terça-feira (31). Após a esposa do presidente Lula reagir publicamente às declarações do parlamentar, Nikolas voltou às redes sociais em tom de deboche para rebater as críticas. Em sua nova publicação, o deputado ironizou o alcance das postagens, afirmando que seu conteúdo obteve um volume de visualizações significativamente superior ao da primeira-dama, mantendo o clima de polarização que marca o embate.
Tudo começou com a tramitação do chamado “PL da Misoginia”, projeto que visa criminalizar o discurso de ódio contra mulheres, equiparando-o ao crime de racismo. O texto, que já avançou no Senado e agora segue para análise na Câmara dos Deputados, tornou-se o centro da disputa ideológica. Enquanto Janja defende a medida como uma ferramenta essencial de proteção, Nikolas e outros parlamentares da ala conservadora criticam a proposta, alegando que o projeto seria, na verdade, um mecanismo de controle e censura sobre o que pode ou não ser dito na internet.
Para relembrar a treta, o conflito escalou no último domingo (29), quando Nikolas publicou um vídeo de nove minutos chamando Janja de “sonsa” e acusando a gestão petista de omissão diante do aumento das estatísticas de feminicídio. Em resposta, a primeira-dama gravou um vídeo direto, sem citar o nome do deputado, mas mencionando especificamente o estado de Minas Gerais. Janja criticou a postura do parlamentar, afirmando que, enquanto ele se ocupava com “edições bonitinhas” e “fake news”, mulheres seguiam sendo assassinadas, inclusive no estado que ele representa.
O embate também trouxe à tona episódios desgastantes para o governo, citados por Nikolas como contraponto, a exemplo da demissão do ex-ministro Silvio Almeida após denúncias de assédio. Por outro lado, Janja reforçou a necessidade de os parlamentares defenderem as mulheres de forma prática, em vez de protegerem disseminadores de ódio. Com a análise do projeto de lei se aproximando na Câmara, a expectativa é que a troca de farpas entre o Palácio do Planalto e a oposição se intensifique nos próximos dias.
