China e Paquistão apresentaram, nesta terça-feira (31/3), um plano conjunto de cinco pontos para promover um cessar-fogo na guerra no Oriente Médio, conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. A proposta foi anunciada após reunião em Pequim entre os ministros das Relações Exteriores dos dois países, Wang Yi e Ishaq Dar. O plano prevê a interrupção imediata das hostilidades por todas as partes e medidas para evitar a ampliação do conflito, além da liberação de ajuda humanitária em todas as áreas afetadas.
Entre os principais pontos apresentados estão o início de negociações de paz o mais rápido possível, com respeito à soberania, integridade territorial e segurança do Irã e dos países do Golfo. A proposta também enfatiza a proteção de civis e o cumprimento do Direito Internacional Humanitário, além da garantia da segurança das rotas marítimas, incluindo o Estreito de Ormuz, fundamental para o transporte de petróleo. Outro item destacado é a defesa do multilateralismo baseado nos princípios da Carta das Nações Unidas.
O Paquistão tem desempenhado papel ativo como mediador entre Estados Unidos e Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, inclusive intermediando propostas anteriores que acabaram rejeitadas por Teerã. Já a China, embora evite envolvimento direto, é impactada pela guerra devido à dependência do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, fechado desde o início das hostilidades. Nos últimos dias, o Irã autorizou a passagem de navios petroleiros paquistaneses e chineses pela região, indicando possíveis sinais de flexibilização em meio à crise.
