Lula oficializa Alckmin como vice em sua chapa para 2026

Nayara Vieira
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Lula e Alckmin (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Nesta terça-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, que Geraldo Alckmin (PSB) será novamente seu candidato a vice-presidente na chapa de reeleição deste ano. A decisão exige que Alckmin deixe o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) até o dia 4 de abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização estabelecido pela Lei de Inelegibilidades. O afastamento de ocupantes de cargos no Executivo seis meses antes do pleito é uma regra fundamental para evitar o uso da máquina pública em benefício próprio e garantir a equidade na disputa eleitoral.

O evento marcou o início de uma ampla reforma administrativa, com a saída confirmada de pelo menos 14 ministros que disputarão cargos em outubro, além de outros quatro nomes previstos para os próximos dias. Entre as baixas mais significativas está a de Fernando Haddad, que deixa o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo. Para ocupar seu lugar, Lula apresentou oficialmente Dario Durigan, que atuava como secretário-executivo da pasta, sinalizando uma estratégia de continuidade técnica na condução da economia nacional.

Para minimizar os impactos das trocas e assegurar a manutenção das políticas públicas, a diretriz do governo é priorizar a ascensão de secretários-executivos ao posto de titulares. Embora essa sucessão interna seja a tendência na maioria das pastas — como observado no caso da Fazenda —, o presidente ressaltou que alguns ministérios poderão ser chefiados por nomes ligados ao governo que não ocupam necessariamente as secretarias-executivas. O objetivo central é que as substituições na Esplanada ocorram de forma fluida, permitindo que a gestão mantenha o ritmo de entregas durante o período de campanha.

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