O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou ter recebido informações de inteligência indicando que a Rússia realizou vigilância de bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e na região do Golfo. Segundo ele, ao menos sete áreas foram monitoradas ou fotografadas ao longo da semana, incluindo instalações norte-americanas e britânicas localizadas no Kuwait, Arábia Saudita, Turquia, Catar e também a base conjunta em Diego Garcia, no Oceano Índico.
De acordo com autoridades norte-americanas ouvidas pela CNN Internacional, o Irã chegou a lançar, na semana anterior, dois mísseis balísticos de alcance intermediário contra a base de Diego Garcia. Embora os projéteis não tenham atingido o alvo, o episódio demonstrou a capacidade de longo alcance do arsenal iraniano. Paralelamente, fontes familiarizadas com relatórios de inteligência dos Estados Unidos apontam que Moscou estaria fornecendo a Teerã informações detalhadas sobre a localização e a movimentação de ativos militares norte-americanos.
Zelensky criticou a situação, classificando-a como contraditória diante do cenário internacional, ao afirmar que, enquanto sanções são suspensas, o “agressor” estaria contribuindo com dados para possíveis ataques, inclusive contra países que defendem ou já aplicaram a flexibilização dessas medidas. Além disso, um oficial de inteligência ocidental indicou que a Rússia também estaria oferecendo ao Irã orientações táticas para melhorar a precisão de ataques com drones, como os modelos Shahed. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por sua vez, declarou que não comenta assuntos relacionados à inteligência, enquanto a Embaixada da Rússia nos EUA foi procurada, mas não respondeu até a publicação da reportagem.
