Tifanny reage à regra do COI sobre atletas trans e aponta retrocesso

Douglas Lima
2 min de leitura
Tifanny reage à regra do COI sobre atletas trans e aponta retrocesso - Divulgação/Osasco

A jogadora de vôlei Tifanny Abreu, do Osasco, reagiu por meio das redes sociais sobre a nova política de elegibilidade do Comitê Olímpico Internacional (COI), que passa a limitar a participação de mulheres trans nos Jogos Olímpicos a partir de 2028.

A ponteira criticou a medida, chamando a decisão de retrocesso para o esporte. “Essa notícia é muito triste e representa um grande retrocesso para o esporte”, desabafou.

Em seguida, a atleta ampliou o debate, afirmando que a questão vai além das mulheres trans. Segundo ela, a nova regra pode afetar todas as mulheres no esporte e abrir precedentes para questionar a participação de atletas cisgênero, com base em critérios que considera controversos.

Tifanny também contestou o argumento de que a medida visa proteger o esporte feminino. Segundo ela, decisões desse tipo acabam reforçando processos de exclusão e questionam a participação das mulheres em diversos contextos, independentemente de seu desempenho atlético.

“Direitos não podem andar para trás. O mundo não pode regredir. Ou a gente se posiciona agora, ou aceita ver conquistas sendo desmontadas pouco a pouco por uma extrema direita que insiste em excluir, dividir, destruir”, destacou.

O COI anunciou, na última quinta-feira (26), uma nova política de elegibilidade que restringe a participação de mulheres trans nas Olímpiadas. A regra começará a valer a partir das Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e determina que apenas “mulheres biológicas” poderão competir na categoria feminina, com a definição baseada em um exame específico do gene SRY, presente no cromossomo Y.

MARCADO:
Compartilhar este artigo