O ex-presidente Jair Bolsonaro completa cerca de 200 dias desde sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, período marcado por uma série de mudanças em seu regime de cumprimento de pena e por episódios ligados à sua saúde e conduta judicial. Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, ele passou por diferentes fases, que incluíram o uso de tornozeleira eletrônica, restrições impostas pela Justiça e momentos em prisão domiciliar antes de ser levado ao regime fechado.
Durante esse intervalo, Bolsonaro chegou a cumprir pena no Complexo da Papuda, em Brasília, onde sua rotina foi monitorada. Relatórios indicam que, nesse período, ele realizou caminhadas frequentes, sessões de fisioterapia e dezenas de atendimentos médicos, evidenciando a preocupação com sua saúde. Ao mesmo tempo, decisões judiciais destacaram episódios de descumprimento de medidas cautelares, como regras relacionadas ao uso de redes sociais e monitoramento eletrônico, fatores que influenciaram mudanças em seu regime prisional ao longo dos meses.
Mais recentemente, a situação evoluiu para a concessão de prisão domiciliar humanitária, motivada principalmente por seu estado de saúde, após internações e procedimentos médicos. A decisão prevê acompanhamento e uso de tornozeleira eletrônica, além de reavaliação periódica pela Justiça. Assim, os cerca de 200 dias após a condenação foram marcados por uma trajetória instável, alternando entre restrições mais severas e flexibilizações, em meio a decisões judiciais e questões médicas que impactaram diretamente o cumprimento da pena.
