Crise nos aeroportos leva Trump a decretar estado de emergência nos EUA

André Oliveira
2 min de leitura
Presidente Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara estado de emergência nos aeroportos do país com o objetivo de garantir o pagamento de agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA). A medida foi adotada para liberar recursos a funcionários que continuavam trabalhando sem salário em meio à paralisação parcial do governo federal, buscando minimizar os impactos operacionais no sistema aéreo.

A iniciativa tenta contornar o impasse orçamentário no Congresso norte-americano, onde democratas e republicanos não chegam a um consenso sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna. O principal ponto de discordância envolve políticas de imigração. Diante do cenário, a Casa Branca sustenta que a situação caracteriza uma emergência nacional, justificando a adoção da ordem executiva como mecanismo excepcional para manter serviços essenciais em funcionamento.

A suspensão dos salários provocou taxas de ausência de até 45% em alguns aeroportos, resultando em longas filas que ultrapassaram duas horas, além de cancelamentos de voos e demissões. O setor aéreo também registrou aumento nos custos operacionais e queda na eficiência. Mais de 50 mil agentes da TSA foram diretamente afetados, enquanto especialistas em direito constitucional alertam que a medida pode ser contestada judicialmente, já que o uso de recursos federais normalmente depende de aprovação do Legislativo.

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