As Filipinas se tornaram o primeiro país a declarar estado de emergência energética em meio à crise provocada pela guerra no Oriente Médio, diante do risco iminente de desabastecimento de combustível. A decisão foi anunciada pelo presidente Ferdinand Marcos Jr., que alertou para ameaças à “disponibilidade e estabilidade do fornecimento de energia” no país, altamente dependente de importações para atender sua demanda interna.
De acordo com a secretária de Relações Exteriores, Maria Theresa Lazaro, o país possui reservas de petróleo suficientes para apenas 40 a 45 dias, o que acendeu o alerta máximo no governo. Segundo ela, o aumento dos preços da energia já provoca “efeitos em cascata” na economia filipina, pressionando custos e ampliando os impactos sobre transporte, consumo e outros setores essenciais. Atualmente, mais de 90% do petróleo utilizado pelas Filipinas é importado, principalmente de países do Golfo Pérsico, região diretamente afetada pelo conflito.
Como resposta à crise, o governo anunciou uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de conservação de energia, subsídios para combustíveis e iniciativas para reduzir os custos de transporte. Também foram previstas medidas contra práticas como açambarcamento, especulação e manipulação no fornecimento de derivados de petróleo. O cenário é agravado pela escalada do conflito no Oriente Médio, que já impacta mercados globais de energia e aumenta a instabilidade no abastecimento internacional.
