Estudantes fazem “ranking sexual” com fotos de alunas em colégio federal; polícia investiga

Nayara Vieira
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Estudantes fazem "ranking sexual" com fotos de alunas em colégio federal; polícia investiga (Foto: Reprodução)

O caso envolvendo a criação de um “ranking sexual” por alunos do campus Pelotas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) gerou uma resposta imediata tanto da instituição quanto das autoridades policiais. Oito estudantes foram afastados após a circulação de uma lista que expunha cerca de 30 alunas, causando profunda indignação na comunidade acadêmica. A Polícia Civil investiga o episódio como cyberbullying e uso indevido de imagem, tratando-os como atos infracionais análogos a crimes contra a honra, uma vez que os envolvidos são adolescentes.

A reitoria do IFSul classificou o ocorrido como assédio e mobilizou uma rede de apoio para as vítimas. As estudantes citadas na lista receberão atendimento especializado de psicólogos e assistentes sociais para mitigar os impactos emocionais e sociais da exposição. Em nota oficial, a instituição manifestou seu repúdio a qualquer forma de violência de gênero, reforçando o compromisso com a proteção das mulheres e a integridade de seus alunos, enquanto aguarda orientações do Ministério Público para dar prosseguimento às medidas disciplinares. Informações do portal g1.

No âmbito jurídico, o caso está sendo acompanhado pela Delegacia da Mulher e pela Promotoria da Infância e Juventude. A vice-reitora, Lia Nelson, destacou que o instituto busca agir com transparência, alinhando suas ações com as autoridades competentes para garantir que o processo seja conduzido com o rigor necessário. A investigação busca agora identificar a extensão da circulação do conteúdo e as responsabilidades individuais de cada jovem envolvido na criação e disseminação do material.

Além das medidas punitivas e do suporte às vítimas, o IFSul planeja implementar ações pedagógicas de conscientização para todo o corpo discente. O objetivo é promover o debate sobre respeito mútuo e os perigos da violência no ambiente virtual, buscando transformar esse episódio em um ponto de inflexão para a cultura da instituição. A direção enfatizou que não tolerará práticas que atentem contra a dignidade humana, reafirmando o esforço contínuo para manter um ambiente educacional seguro e livre de discriminação.

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