O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, tem ganhado destaque internacional ao ser apontado por setores dos Estados Unidos como um possível interlocutor e até potencial líder do país em meio à atual crise no Oriente Médio. A avaliação ocorre enquanto conflitos envolvendo os EUA e Israel enfraquecem parte da cúpula iraniana, elevando Ghalibaf a uma das principais figuras civis ainda em atuação dentro do regime.
Com um histórico ligado diretamente à segurança do Estado, Ghalibaf nunca escondeu sua atuação na repressão interna da República Islâmica. Em uma gravação de 2013, ele afirmou ter participado pessoalmente de ações violentas contra manifestantes, dizendo ter orgulho desse papel quando era comandante da polícia. Sua trajetória política é marcada por uma postura firme, priorizando a resistência nacional e o enfrentamento de pressões externas, especialmente dos Estados Unidos e aliados.
Nos últimos dias, o líder iraniano também tem adotado um tom duro nas redes sociais, negando qualquer negociação com Washington e defendendo que o Irã não busca um cessar-fogo, mas sim a punição de adversários. Especialistas apontam que sua influência se deve à forte conexão com diferentes centros de poder do regime, o que o coloca em posição estratégica em possíveis negociações ou decisões futuras.
