O vereador carioca Leniel Borel expressou profunda indignação com o adiamento do julgamento do caso Henry Borel, ocorrido nesta segunda-feira (23), após cinco anos de espera. A sessão no Tribunal do Júri do Rio foi inviabilizada por uma manobra da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, cujos advogados abandonaram o plenário em protesto. Para Leniel, que acompanhava o rito presencialmente, a conduta dos defensores foi uma “palhaçada” e um desrespeito à justiça.
“Mataram meu filho novamente. O que foi feito aqui hoje é um assassinato, um terrorismo com uma família que luta. É um desrespeito com a memória do Henry e um desrespeito com a minha família”, desabafou o pai da vítima na saída do tribunal, em conversa com a imprensa, completando que os advogados do réu “não buscam a verdade”.
Por outro lado, a defesa de Jairinho justificou o abandono da sessão alegando uma suposta falta de acesso a provas cruciais, argumento que já havia sido rejeitado pela magistrada responsável. Em nota oficial, os criminalistas sustentaram que a decisão de deixar o plenário visava garantir a plenitude de defesa, afirmando que “o exercício da advocacia no tribunal do júri não pode ser meramente formal, mas sim efetivo e responsável”. O impasse resultou na remarcação do júri para junho, prolongando a indefinição jurídica sobre o homicídio do menino morto em 2021.
