Caso Henry Borel: Defesa de Jairinho abandona júri e impede julgamento

Nayara Vieira
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A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, abandonou o plenário do II Tribunal do Júri do Rio nesta segunda-feira (23) após ter um pedido de suspensão negado pela juíza Elizabeth Machado Louro. Os advogados alegaram cerceamento de defesa, sustentando que não receberam a íntegra dos dados brutos extraídos de um notebook de Leniel Borel, pai de Henry, mas apenas um conteúdo previamente selecionado, o que inviabilizaria a análise completa das provas digitais.

Com o abandono dos cinco defensores presentes, a magistrada foi obrigada a adiar a sessão para o dia 22 de junho, uma vez que um réu não pode ser julgado sem defesa técnica em um Tribunal do Júri. Elizabeth Machado Louro criticou duramente a estratégia, classificando-a como uma “interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.

A juíza ressaltou ainda que a conduta dos advogados fere princípios fundamentais que norteiam as sessões de julgamento, gerando prejuízos tanto aos acusados quanto à família da vítima. Diante da manobra, o tribunal agora analisa as sanções cabíveis aos profissionais por abandonarem o plenário logo após a abertura dos trabalhos.

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