Otan articula ação internacional para liberar navegação no Estreito de Ormuz

André Oliveira
2 min de leitura
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Bruxelas

Um grupo de 22 países está se mobilizando para tentar reabrir a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, segundo informações divulgadas pelo secretário-geral da Otan, Mark Rutte. A iniciativa reúne nações da aliança militar e aliados estratégicos, como Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, em um esforço conjunto para restabelecer o tráfego na região.

De acordo com Rutte, as ações para garantir que a passagem marítima volte a operar “o mais rápido possível”. A declaração foi dada em entrevista à emissora norte-americana Fox News, na qual o chefe da Otan destacou a importância da cooperação internacional diante da crise. O bloqueio do estreito, provocado pela escalada de tensões no Oriente Médio, tem gerado preocupação global devido ao impacto direto sobre o transporte de energia.

A mobilização ocorre em meio a um cenário de instabilidade que afeta os mercados internacionais, especialmente o de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do fluxo energético mundial. A expectativa é que a atuação conjunta desses países contribua para reduzir os efeitos da crise e restabelecer a normalidade na circulação de navios na região, considerada estratégica para a economia global.

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