O governo do Irã executou três homens nesta quinta-feira (19), condenados pelo assassinato de dois policiais durante os protestos registrados no início de 2026, segundo informações divulgadas pela mídia estatal. As sentenças foram confirmadas pela Suprema Corte do país, e as execuções ocorreram na cidade de Qom, um dos principais centros religiosos iranianos.
De acordo com o Judiciário iraniano, os três foram considerados culpados por homicídio e pelo crime de “moharebeh” — termo que significa “guerra contra Deus” —, além de supostamente terem atuado em favor de interesses de países como Estados Unidos e Israel. As autoridades afirmam que os condenados participaram de ataques com facas e outras armas durante manifestações que resultaram na morte dos agentes de segurança.
As execuções ocorrem em meio à forte repressão aos protestos que se espalharam pelo país neste ano, considerados um dos períodos mais violentos da história recente da República Islâmica. O governo iraniano tem acusado potências estrangeiras de incentivarem os atos, enquanto organizações internacionais acompanham com preocupação o aumento da violência e das punições impostas a manifestantes e opositores.
