O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o senador Sergio Moro (União-PR) formalizaram, nesta quarta-feira (18), uma aliança estratégica visando as eleições de 2026. O acordo estabelece um apoio mútuo: Flávio endossa a eventual candidatura de Moro ao governo do Paraná, enquanto o ex-juiz da Lava Jato retribui com o suporte ao projeto presidencial do senador fluminense. A articulação foi consolidada em um encontro com lideranças em que ambos apareceram juntos, reforçando o alinhamento em pautas de “resgate do país” e prosperidade econômica.
A reunião contou com a presença de figuras centrais do PL, como o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado federal Filipe Barros (PL-PR). Durante o encontro, Valdemar garantiu que o PL apoiará Moro na disputa estadual, independentemente de sua permanência na federação União Progressista. O dirigente partidário foi além e deixou as portas do PL abertas para uma possível filiação do senador paranaense, caso ele enfrente resistências internas em seu atual partido para viabilizar sua candidatura ao governo do Paraná.
Essa aliança marca uma reaproximação significativa anos após a saída conturbada de Moro do governo de Jair Bolsonaro. Para Flávio Bolsonaro, o movimento é fundamental para consolidar um palanque forte no Paraná, o quinto maior colégio eleitoral do país, especialmente diante do provável lançamento de uma candidatura presidencial pelo grupo do governador Ratinho Junior (PSD). Ao atrair Moro para sua base de apoio, a campanha de Flávio busca garantir capilaridade regional e unificar setores da direita que estiveram fragmentados em pleitos anteriores.
Nas redes sociais, o clima foi de otimismo, com a publicação de vídeos onde os senadores aparecem trocando elogios e afirmando que o objetivo comum é “mudar o país”. Para aliados de Moro, o apoio do clã Bolsonaro é visto como um trunfo para sua corrida ao Palácio Iguaçu, enquanto para o PL, o acordo neutraliza adversários locais e fortalece a pré-candidatura nacional. O desfecho da filiação de Moro e os próximos passos dessa composição partidária devem ditar o ritmo das articulações políticas no Sul do país ao longo dos próximos meses.
