Mesmo com uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo não devem cair rapidamente, segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil. A avaliação é de que o mercado ainda carrega um forte “prêmio de risco” diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que mantém as cotações elevadas mesmo com sinais de normalização no fluxo marítimo. A instabilidade recente, marcada por conflitos envolvendo potências como Estados Unidos, Israel e Irã, já provocou forte alta no barril nas últimas semanas.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável por cerca de 20% do petróleo global transportado diariamente. Qualquer interrupção — ou até mesmo a ameaça dela — impacta diretamente a oferta e gera insegurança no mercado internacional. Ainda que o tráfego seja retomado, analistas apontam que o histórico recente de riscos e ataques mantém investidores cautelosos, impedindo uma queda imediata nos preços.
Além disso, os efeitos da crise tendem a se prolongar na economia global. A pressão sobre os preços do petróleo já levanta preocupações inflacionárias em diversos países e pode afetar cadeias logísticas, custos de transporte e políticas monetárias. Nesse cenário, mesmo com a reabertura da rota estratégica, o alívio nos preços deve ocorrer de forma gradual, condicionado à redução efetiva das tensões e à recuperação da confiança no fluxo seguro de energia.
