A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) se pintou de preto durante discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo para questionar a presidência de Érika Hilton na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, gerando críticas imediatas de parlamentares e nas redes sociais. A prática, conhecida como “blackface”, é considerada racista.
Durante o discurso, Fabiana disse que se maquiar não a tornaria negra nem faria com que compreendesse as dores de pessoas negras e comparou o ato à situação de mulheres trans, afirmando que “transexual tem que ser respeitado sim, mas não quero que nenhum trans tire meu lugar”.
A deputada Ediane Maria (PSOL) anunciou que fará representação na Comissão de Ética da Alesp e denúncia ao Ministério Público. A repercussão do ato trouxe debates sobre racismo e transfobia em plenário.
