Irã executa cidadão da Suécia e gera reação diplomática

André Oliveira
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Agentes armados das forças especiais da polícia iraniana monitoram uma área enquanto estão em um veículo militar blindado em frente a uma bandeira do país durante uma manifestação pró-governo no centro de Teerã, Irã, em 12 de janeiro de 2026 • Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

Um cidadão da Suécia foi executado pelo Irã, segundo informou a chanceler sueca nesta quarta-feira (18). De acordo com o governo, a decisão foi condenada pelas autoridades de Estocolmo, que classificaram a pena de morte como uma punição “desumana, cruel e irreversível”, além de reafirmarem oposição total à prática.

O homem, que possuía dupla nacionalidade sueca e iraniana, foi identificado pela mídia estatal iraniana como Kourosh Keyvani. Ele havia sido preso no ano anterior sob acusações de espionagem e cooperação com serviços de inteligência estrangeiros. A Suécia afirmou que o processo não respeitou garantias legais adequadas e informou que convocou o embaixador iraniano para prestar esclarecimentos sobre o caso.

A execução ocorre em meio ao aumento de tensões na região e a críticas internacionais sobre violações de direitos humanos no Irã. Segundo organizações de monitoramento, o país mantém centenas de pessoas no corredor da morte, incluindo prisioneiros políticos, e tem ampliado o uso da pena capital em casos relacionados à segurança nacional e espionagem.

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