Deputada do PL entra com ação contra Erika Hilton no Conselho de Ética

Nayara Vieira
3 min de leitura
Deputada do PL entra com ação contra Erika Hilton no Conselho de Ética (Foto: Reprodução / Montagem: Portal do Paulo Mathias)

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) protocolou uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada Erika Hilton (PSol-SP), acusando-a de quebra de decoro parlamentar. O centro da disputa são declarações publicadas por Hilton nas redes sociais no último dia 11 de março, que, segundo a congressista catarinense, extrapolam os limites da imunidade parlamentar e do debate político saudável. No documento apresentado, Zanatta argumenta que o uso de termos ofensivos fere a urbanidade e o respeito institucional que devem nortear o exercício do mandato na Casa.

De acordo com a representação, Erika Hilton teria utilizado expressões como “transfóbicos e imbecis” e “esgoto da sociedade” ao se referir a críticos e adversários políticos. Para Júlia Zanatta, tais manifestações desrespeitam não apenas parlamentares, mas também cidadãos que exercem o direito legítimo de discordar de determinadas posições ideológicas. A autora da ação sustenta que a linguagem adotada é incompatível com o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, configurando um ataque direto à dignidade da instituição e de seus membros.

O embate ocorre em um momento de alta visibilidade para Erika Hilton, que recentemente foi eleita para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A parlamentar do PSol vem enfrentando forte oposição interna e ataques externos, incluindo declarações do apresentador Ratinho, que é alvo de investigação pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suposta transfobia. Em resposta às críticas e às movimentações de seus opositores nas redes sociais, Hilton afirmou que a opinião de “transfóbicos e ignorantes” é irrelevante para sua atuação, declarando que seus detratores “podem resmungar e latir”.

O caso agora aguarda os trâmites regimentais do Conselho de Ética, que deverá avaliar a admissibilidade da denúncia e designar um relator para o processo. Se a representação prosseguir, Erika Hilton terá o direito de apresentar sua defesa formal diante do colegiado. O desfecho desta disputa política e administrativa será acompanhado de perto, pois levanta discussões sobre os limites da liberdade de expressão dos parlamentares no ambiente digital e o rigor das normas de conduta ética dentro do Congresso Nacional em 2026.

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