O presidente dos Estados Unidos afirmou nesta terça‑feira que acredita ser “uma questão de pouco tempo” até que o Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo — esteja “seguro” e livre de ameaças. Trump fez a declaração após comentar a ausência de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no esforço militar que Washington conduz contra o Irã no Golfo Pérsico. Ele disse aos repórteres que os Estados Unidos intensificaram ataques à costa iraniana e elogiou o apoio de nações do Oriente Médio, incluindo Israel, que, segundo ele, têm sido colaborativas na tentativa de liberar a passagem marítima.
A fala ocorre em um momento de forte tensão regional e impacto global: o fechamento virtual do Estreito de Ormuz por hostilidades entre forças iranianas e uma coalizão liderada pelos EUA tem interrompido o tráfego de navios e afetado o mercado mundial de energia, já que cerca de um quinto do petróleo comercializado internacionalmente passa pela região. Trump, sem dar um cronograma exato, prometeu que medidas estão em curso para garantir a navegação segura e declarou que outros países concordaram em ajudar, mas não divulgou quais seriam essas nações.
A posição de Trump acentua a frustração de Washington com a relutância de aliados europeus em se envolver diretamente no conflito e na defesa da rota marítima, colocando os Estados Unidos na linha de frente da operação. A declaração também ocorre em meio a negociações diplomáticas e pressões sobre países como a China para que colaborem na estabilização da região, dada a alta dependência global das exportações energéticas que transitam pelo estreito. Especialistas alertam para os riscos contínuos da escalada militar, mesmo com as promessas de que o Estreito de Ormuz em breve estará sob controle seguro.
