O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça‑feira (17) que os EUA “não precisam da ajuda de ninguém” após ter pedido apoio a aliados para participar de operações relacionadas ao Estreito de Ormuz no contexto da guerra contra o Irã. Trump reagiu com críticas a países membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que, nos últimos dias, declinaram o convite para enviar navios ou apoio militar, levando o presidente a afirmar que a assistência externa “nunca foi necessária” e que os EUA, como “o país mais poderoso do mundo”, podem conduzir suas ações de forma autônoma.
Na última segunda‑feira (16), Trump tinha anunciado que em breve revelaria quais nações planejavam ajudar a assegurar a rota marítima estratégica, que é vital para o transporte global de petróleo. No entanto, com a maioria dos aliados europeus e de outros continentes evitando um envolvimento direto, ele passou a minimizar publicamente a importância desse suporte internacional. Em sua postagem na plataforma Truth Social, além de criticar a Otan, Trump também mencionou que países como Japão, Austrália e Coreia do Sul não são mais necessários para a missão.
Especialistas e líderes de algumas capitais estrangeiras analisam a recusa em participar como reflexo da relutância geral em se envolver mais profundamente em um conflito que tem ampliado tensões no Oriente Médio e afetado mercados de energia global. Ao mesmo tempo em que desponta a falta de coesão entre os aliados ocidentais, a declaração de Trump ressalta um momento de crescente fricção nas relações transatlânticas, com potenciais implicações para a política de alianças dos EUA no cenário geopolítico internacional.
