Flávio Bolsonaro busca enterrar PEC do fim da escala 6×1 e prioriza reforma trabalhista

Bruno Dames
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A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 tem provocado intensa movimentação nos bastidores do Congresso. Deputados do Centrão e da direita, principalmente do PL e do Novo, avaliam adiar a votação da PEC para novembro, depois do período eleitoral, temendo impacto político e fiscal.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem atuado junto a aliados e empresários para concentrar esforços em uma reforma trabalhista alternativa, que mantenha a jornada atual e permita a negociação direta entre empregadores e empregados. A ideia é aprovar mudanças consistentes, inclusive via PEC, que não sejam facilmente suspensas pelo Judiciário, e fortalecer uma agenda econômica ligada ao setor empresarial.

Enquanto isso, a esquerda tenta pressionar o Congresso com movimentos populares e pesquisas que mostram os prejuízos da jornada exaustiva, como afastamentos por problemas de saúde mental e física, defendendo que a redução da jornada aumentaria a produtividade e movimentaria a economia. Flávio, porém, mantém foco em blindar a legislação para o empresariado e postergar a votação da proposta.

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