O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), contestou neste sábado (14) a decisão dos Estados Unidos de investigar supostos casos de trabalho forçado no Brasil. O parlamentar afirmou que o país mantém compromisso com tratados internacionais e adota políticas rigorosas para combater qualquer forma de exploração laboral.
A investigação, ligada diretamente ao gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, abrange cerca de 60 países que exportam produtos para o país americano. O objetivo das autoridades é apurar se os itens enviados ao mercado norte-americano foram fabricados com trabalho forçado ou mediante práticas laborais consideradas abusivas.
“Ninguém tem mais compromisso de combater trabalho forçado do que o governo brasileiro. O governo do presidente Lula tem compromisso com os trabalhadores, tem fiscalização, tem Ministério do Trabalho. É feito um esforço enorme de fiscalização para não ter trabalho forçado”, disse Geraldo durante uma agenda no Distrito Federal.
Alckmin reafirmou que o Brasil possui mecanismos eficazes de fiscalização e combate à exploração da mão de obra e que o país brasileiro tem instrumentos legais para investigar e enfrentar eventuais irregularidades trabalhistas.
Na quinta-feira (12), o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) anunciou a abertura de uma investigação comercial sobre políticas relacionadas ao trabalho forçado. Entre os investigados, estão também Argentina, China, União Europeia, México, Canadá, Israel, Rússia, Uruguai, Venezuela, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.
