O governo de Israel acusou o grupo libanês Hezbollah de utilizar ambulâncias e estruturas médicas no Líbano para transportar combatentes e armamentos. De acordo com autoridades israelenses, esses veículos estariam sendo usados para atividades militares, o que poderia transformar ambulâncias e instalações de saúde em alvos de ataques durante a escalada do conflito entre as duas partes.
O Exército israelense afirmou que, caso seja confirmada a utilização desses veículos para fins militares, as forças armadas poderão realizar bombardeios contra qualquer meio de transporte usado para movimentar combatentes ou armas, independentemente de se tratar de ambulâncias. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de ofensiva contra posições ligadas ao Hezbollah, em meio ao aumento das tensões na região.
Por outro lado, o Hezbollah nega as acusações e afirma que as alegações são uma tentativa de justificar ataques contra infraestruturas civis. Autoridades libanesas também criticaram as ameaças, alertando que hospitais, ambulâncias e profissionais de saúde são protegidos pelo direito humanitário internacional. O episódio ocorre em um momento de intensificação dos confrontos entre Israel e o grupo armado, que já provocaram centenas de mortes e deslocaram grande número de civis no sul do Líbano.
