Após ser eleita presidente da Comissão da Mulher da Câmara, Erika Hilton foi alvo de comentários de Ratinho em seu programa no SBT, afirmando que a parlamentar “não seria mulher” por ser trans, dizendo que “mulher para ser mulher tem que ter útero, menstruar e ficar chata três, quatro dias”. Em resposta, Erika enviou representações ao Ministério das Comunicações e ao Ministério Público pedindo a suspensão do programa por 30 dias e abertura de inquérito para apurar possíveis danos morais e conduta discriminatória.
O documento ao ministério argumenta que as declarações negam explicitamente a identidade de gênero da deputada e não se limitam a críticas políticas ou institucionais. O MPF foi acionado para avaliar indenização coletiva de 10 milhões de reais por danos morais, enquanto o MP-SP investigará criminalmente o apresentador.
O SBT afirmou que repudia as falas e tratará do ocorrido internamente. A repercussão do caso ocorre em um contexto legal em que o Supremo Tribunal Federal equiparou recentemente homotransfobia a crime de racismo, conferindo a mesma penalidade prevista para crimes raciais no Brasil.
