Erros de português em mensagens de WhatsApp levam família a registrar sumiço em SC

Nayara Vieira
2 min de leitura
Erros de português em mensagens de WhatsApp levam família a registrar sumiço em SC (Reprodução: Redes sociais)

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, uma corretora de imóveis de 47 anos, vista pela última vez em 4 de março na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. Natural de Canoas (RS), Luciani teve o desaparecimento registrado oficialmente na última segunda-feira (9), após familiares notarem comportamentos atípicos. O veículo da corretora também não foi localizado desde o seu sumiço, aumentando a preocupação de parentes que residem em Itapema e no Rio Grande do Sul.

O principal sinal de alerta para a família veio através do WhatsApp. De acordo com o irmão da corretora, Matheus Estivalet Freitas, mensagens enviadas pelo aparelho dela apresentavam erros gramaticais grosseiros e um estilo de escrita completamente diferente do habitual. Em uma das comunicações suspeitas, a pessoa que se passava por Luciani afirmava estar bem, mas alegava estar sendo perseguida por um ex-namorado. A mudança repentina no padrão de escrita levou os irmãos a desconfiarem imediatamente de que outra pessoa estaria operando o dispositivo.

Além das mensagens confusas, proprietários de imóveis administrados por Luciani na região do Santinho também relataram anomalias. Clientes que nunca tiveram problemas com repasses de aluguel afirmaram que os pagamentos atrasaram e que receberam respostas evasivas pelo celular, alegando “correria”. Na segunda-feira, ao visitarem o apartamento de Luciani acompanhados da polícia, familiares encontraram um cenário de abandono, com louça acumulada e comida estragada, sugerindo uma interrupção brusca na rotina da moradora.

Até o momento, a Polícia Civil mantém sigilo sobre as linhas de investigação e não confirmou se já existem suspeitos identificados no caso. O foco das autoridades concentra-se no rastreio das últimas atividades de Luciani e na análise das mensagens enviadas após o dia 4 de março. Enquanto as investigações avançam, a família busca por qualquer informação que ajude a localizar a corretora e entender o que de fato aconteceu no Norte da Ilha.

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