Relatório de Viviane Moraes do Banco Master some da CGU e levanta suspeita

Bruno Dames
2 min de leitura

O relatório de autoavaliação do Pacto Brasil do Banco Master, preenchido pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, sumiu dos sistemas da Controladoria-Geral da União (CGU) depois que foram detectadas contradições entre a data dos serviços alegadamente prestados e a data efetiva do envio do documento. Segundo nota do escritório, o preenchimento ocorreu entre 25 de setembro e 9 de outubro de 2025, mas na plataforma da CGU a data registrada foi 13 de março do mesmo ano.

O formulário do Pacto Brasil, iniciativa da CGU para empresas assumirem compromissos públicos de integridade, inclui perguntas sobre código de ética, apoio da direção a práticas de compliance e políticas de governança. Especialistas ouvidos por O Antagonista afirmam que é incomum que um banco em fase inicial de estruturação de compliance responda “sim” a todas as perguntas, como fez o Master, levantando dúvidas sobre a veracidade do documento.

Emerson Zanin, auditor com mais de 30 anos de experiência, afirma que, apesar do uso do selo Pacto Brasil não garantir idoneidade ou legalidade da empresa, a apresentação de respostas totalmente afirmativas é atípica e evidencia fragilidades no programa da CGU. O relatório do banco, que estava disponível em 10 de março, não pôde mais ser consultado no dia seguinte, reforçando questionamentos sobre a transparência do preenchimento e do sistema. A informação é do O Antagonista.

Compartilhar este artigo