EUA podem assumir Estreito de Ormuz para conter preço do petróleo

André Oliveira
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda a possibilidade de assumir o controle do Estreito de Ormuz como forma de conter a alta nos preços do petróleo e garantir o fluxo de navios petroleiros na região. A medida está sendo analisada em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após confrontos envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, que elevaram as preocupações sobre a segurança da principal rota marítima de exportação de energia do mundo.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia. A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo, sendo utilizada por grandes exportadores da região, como Arábia Saudita, Irã, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Qualquer interrupção no fluxo de navios no local pode provocar impactos imediatos no preço do petróleo e na economia global.

Diante da pressão nos mercados e do risco de bloqueios ou ataques a embarcações, o governo americano avalia diferentes medidas para garantir a circulação de petroleiros, incluindo a presença militar e ações para proteger o transporte marítimo. A iniciativa faz parte de um conjunto de estratégias discutidas pela Casa Branca para reduzir os impactos da crise no preço dos combustíveis e na economia internacional.

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