Após a divulgação de um novo vídeo que mostra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e a esposa, Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o escritório de Viviane se manifestou sobre o caso.
Em nota oficial, o escritório Barci de Moraes afirmou que a contratação de aeronaves é realizada por meio de empresas especializadas e não envolve vínculos pessoais, destacando que as viagens realizadas pela Prime Aviation não tiveram a presença de Vorcaro nem de pessoas sem relação com a banca.
Na sequência, negou ainda qualquer relação comercial com a Prime Aviation além da contratação dos serviços de táxi aéreo e afirmou não manter contrato de prestação de serviços jurídicos com a empresa nem ter adquirido cotas da companhia.
“Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório. Em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)”, iniciou o texto.
“A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation”, acrescentou.
“O escritório Barci de Moraes reitera que não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation, tampouco realizou qualquer aquisição de cotas da empresa”, explicou.
O registro do voo contrasta com uma nota divulgada pelo gabinete de Moraes em abril. Na ocasião, o ministro afirmou que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. O avião, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, era oficialmente registrado em nome de uma empresa ligada a Vorcaro.
Nas imagens, divulgadas em primeira mão neste domingo (20) pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, o magistrado aparece ao lado da companheira. Enquanto o casal desembarca, um segurança retira as malas da aeronave.
O registro do voo contrasta com uma nota divulgada pelo gabinete de Moraes em abril. Na ocasião, o ministro afirmou que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”.
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), três meses antes da viagem, em 12 de maio, o escritório de Viviane firmou um contrato de R$ 50 milhões com uma empresa ligada ao ex-banqueiro, para a “prestação de serviços e honorários advocatícios”. O valor se somaria a outro contrato, de R$ 131 milhões, firmado com o Master.
Inclusive, parte dos R$ 50 milhões previstos no contrato seria paga por meio de cotas de um jato e de um helicóptero. Nas investigações, o jato citado é o Legacy 650 utilizado pelo casal na viagem ao Rio.
