“Vexatório”, dispara Renan Santos sobre esvaziamento de debates

Douglas Lima
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O apresentador Paulo Mathias, o candidato Renan Santos e o jornalista Felipe Moura - Foto: Divulgação

Durante a sabatina na MathiasTV, Renan Santos (Missão) criticou a ausência dos líderes nas pesquisas de intenção de voto, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nos debates televisivos e justificou sua mudança de estratégia de campanha eleitoral.

Questionado pelo apresentador Paulo Mathias sobre a falta de embates diretos no cenário eleitoral, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou que não pretende mais organizar sua agenda em função dos debates promovidos pelas emissoras de televisão.

“Eu já tomei a minha decisão. Se eu ficar dependendo do calendário eleitoral, dos debates, eu não faço campanha. Eu tenho que ficar em São Paulo me preparando para um debate, estudando o que falar, e, quando eu chego, não tem debate. É mais fácil eu rodar o Brasil. Foi essa a decisão que a gente tomou”, declarou.

Na sequência, ele chamou atenção para o impacto econômico e logístico provocado pela desistência de candidatos nos debates eleitorais. Renan afirmou que a ausência dos adversários gera custos e mobiliza uma estrutura que acaba sendo subutilizada, além de comprometer o planejamento das emissoras.

“Como uma emissora de TV vai manter no ar um debate sabendo que os candidatos que estão em primeiro e segundo lugar não vão participar? Não vale a pena. A Record provavelmente não vai manter o debate. Eu já sei que o debate da Globo não contará com Lula e Flávio. Então, provavelmente, a Globo manterá o debate, mas sem a presença de Lula e Flávio”, explicou.

Por fim, Renan Santos classificou a postura dos adversários de fugir dos confrontos diretos diante do eleitorado de forma categórica: “Eu acho isso vexatório”.

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