Durante a sabatina na MathiasTV, Renan Santos (Missão) comentou com o jornalista Felipe Moura a estratégia de confronto direto com eleitores do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), a abordagem tem como objetivo provocar uma reação e fazer com que o eleitor reflita sobre as escolhas que pretende fazer nas urnas. Para explicar seu ponto de vista, Renan relatou uma conversa que teve com um funcionário do prédio onde mora.
De acordo com o ele, o homem afirmou estar considerando votar em Flávio, apesar de reconhecer a existência de acusações contra o parlamentar. A partir do relato, Renan Santos questionou o que considera uma contradição entre apontar possíveis irregularidades envolvendo um candidato e, ainda assim, cogitar apoiá-lo eleitoralmente.
“Você sabe que o Flávio é corrupto, né? ‘Mas todos são.’ Eu não sou corrupto, não. Inclusive, olha o prédio em que eu moro. O rapaz disse que, chegando lá, vocês [iriam dizer]: ‘Você só quer votar no Flávio. Pode falar. Você só quer defendê-lo porque gosta dele’. Por que ele é um bandido? Você não acha que isso é uma vergonha? É ruim votar em bandido. Então, por que você está fazendo isso?”, destacou.
“Ou seja, essa pessoa precisa tomar um choque, um tapa na cara que precisa ser dado. O eleitor precisa entender que a decisão que está tomando é imoral”, frisou.
Ao detalhar sua estratégia, Renan classificou a abordagem como uma espécie de “terapia de choque”. Para ele, o confronto serve para tirar o eleitor da zona de conforto e estimular uma reflexão sobre as escolhas políticas e os candidatos que pretende apoiar.
